Cá Estamos Nós Outra Vez...

(Sábado, Julho 04, 2009)

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Hoje (E Apenas Hoje!)

(Quarta-feira, Maio 27, 2009)

Força Barça!

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Esplanada Cidadania

(Quinta-feira, Março 26, 2009)

Este é o mais recente projecto em que me envolvi.


A convite do Pedro Carvalho, aventurei-me na onda radiofónica e estou no “Esplanada Cidadania”, o novo programa de debate da Rádio Zero onde todas as semanas, eu e o Pedro lançaremos um olhar pela actualidade sob a moderação do António Silva.

Os interessados em ouvir tão interessante programa devem sintonizar a Rádio Zero através deste site. O programa é emitido aos Sábados às 21:00 e repete à 01:00 de Quarta-feira.

Quem falhar um programa pode sempre visitar o blogue “Esplanada Cidadania” onde todas as quintas-feiras será colocada a edição da semana anterior. Podem também aproveitar esse espaço para deixar os vossos comentários e as vossas sugestões. Ou então podem enviá-las directamente para esplanadacidadania@gmail.com.

O próximo programa é já este Sábado. Não Percam!

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Brilhante!

(Segunda-feira, Fevereiro 23, 2009)

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Melhor Filme: Slumdog Millionaire

Actor Principal: Sean Penn (Milk)

Actor Secundário: Heath Ledger (The Dark Knight)

Actriz Principal: Kate Winslet (The Reader)

Actriz Secundária: Penélope Cruz (Vicky Cristina Barcelona)

Realizador: Danny Boyle (Slumdog Millionaire)

Filme Estrangeiro: Departures (Japão)

Filme Animado: Wall-E

Direcção Artística: Donald Graham Burt, Victor J. Zolfo (The Curious Case of Benjamin Button)

Fotografia: Anthony Dod Mantle (Slumdog Millionaire)

Guarda-Roupa: Michael O’Connor (The Duchess)

Documentário: Man on Wire

Documentário em Curta-Metragem: Smile Pinki

Montagem: Chris Dickens (Slumdog Millionaire)

Caracterização: Greg Cannom (The Curious Case of Benjamin Button)

Banda Sonora: Slumdog Millionaire

Canção Original: Jai Ho (Slumdog Millionaire)

Curta-Metragem de Imagem Real: Spielzeugland

Curta-Metragem de Animação: La Maison en Petits Cube

Edição de Som: Richard King (The Dark Knight)

Mistura de Som: Ian Tapp, Richard Pryke, Resul Pookutty (Slumdog Millionaire)

Efeitos Visuais: Eric Barba, Steve Preeg, Burt Dalton, Craig Barron (The Curious Case of Benjamin Button)

Argumento adaptado: Simon Beaufoy (Slumdog Millionaire)

Argumento original: Dustin Lance Black (Milk)

Lista surripiada daqui.

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Freeport

(Segunda-feira, Janeiro 26, 2009)

Sobre o caso Freeport tenho apenas a dizer o óbvio: Investigue-se tudo, doa a quem doer. E no fim, a comprovar-se a existência de corrupção, é acusar, julgar e condenar os responsáveis, sejam eles quem forem.

Tudo o resto é ruído de fundo. Meras guerras entre claques, que nestas coisas a “clubite”, quer de um lado quer do outro, vem sempre ao de cima. E eu não ando com pachorra nenhuma para futebóis…

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Quando me pedem para varrer a sala eu também costumo meter o lixo debaixo do tapete.

O que obviamente não significa que a sala fique limpa.

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A minha série de eleição, “Lost”, regressou na passada quarta-feira. Contudo, foram praticamente oito longos meses de espera. E durante esse tempo, deu para dar uma olhadela a outras séries que por aí se fazem, ou se fizeram.

Começo por falar em “Californication”. Até porque os fantásticos minutos iniciais bastaram para me viciar imediatamente. A série acompanha as peripécias de Hank Moody, um escritor em plena crise de inspiração, que trata por tu os mais diversos vícios e que vai fazendo os últimos esforços para recuperar Karen, a mãe da sua filha adolescente, que se prepara para casar com outro homem. Tudo isto é recheado com muito humor e alguns momentos mais dramáticos, ainda que sempre muito irreverente.

É mais uma série para acompanhar, até porque depois do “final feliz” da primeira temporada, conseguiram ir ainda mais longe com a segunda, que tem no seu quarto episódio uma verdadeira pérola. De lamentar apenas o facto de só termos episódios novos lá para Setembro.

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81ª Cerimónia dos Óscares – Os Nomeados

(Sexta-feira, Janeiro 23, 2009)


Podem consultar aqui a lista dos nomeados para a edição deste ano dos Óscares, que decorrerá no dia 21 de Fevereiro. Já os trailers dos filmes nomeados podem ser vistos aqui.

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Caríssimo, que a maioria anda lá para se servir dos portugueses e não para servir os portugueses é inegável. Eu quero é acreditar que ainda existe quem se guie pelos princípios correctos. Se bem que devo admitir que é cada mais difícil sustentar essa crença.

Quanto à posição de Ventura Leite é obviamente de se louvar, ainda que eu também considere excessivo atribuir tamanhas alvíssaras a quem simplesmente executa as suas funções de forma cumpridora e consciente, o que devia ser a regra e não a excepção. Mas, como dizes, é o estado a que chegámos. Aliás, é a prova que os portugueses pura e simplesmente já não confiam na classe política. E a verdade é que têm inúmeras razões para não confiar.

Já relativamente ao inefável Mário Lino, que fique aqui expresso que “jamais” o defendi. Simplesmente acho curioso que um ministro com tão vasta lista de gafes e defeitos, acabe por ser universalmente condenado por uma gafe que na verdade foi deturpada. Mas isso, obviamente não o desculpa de tudo o resto. E acerca do caso concreto (as contrapartidas na compra dos Airbus) confesso que a atitude, ou aparentemente a falta dela, de Mário Lino é inexplicável. Como é possível que, estando a Airbus disponível para criar um pólo produtivo especializado com vantagens competitivas no nosso país, essa mesma proposta acabe ser desperdiçada apenas por mera inépcia. Isto é inenarrável! Tal como o próprio Mário Lino.

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A melhor série dos últimos anos regressou aos ecrãs norte-americanos no passado dia 21 e logo em dose dupla. Ainda assim, graças ao admirável mundo novo em que vivemos, os norte-americanos não foram os únicos a matar saudades.

Por isso, posso desde já adiantar que esta 5ª temporada começa muito, mas mesmo muito bem. E se o formato destes dois episódios iniciais se mantiver, bem podem esquecer Flashbacks e Flashforwards. É que com os (ainda) inexplicáveis eventos do último episódio da quarta temporada as regras alteraram-se, pelo que é melhor prepararem-se para algo completamente diferente. Especialmente no que diz respeito àqueles que ficaram na ilha.

Enfim, é Lost ao seu melhor nível. E a fazer fé nas antevisões do próximo episódio, as coisas ainda vão melhorar. Quem sabe se, já na próxima semana, não teremos algumas respostas aos mistérios que à muito nos assolam?

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Mais um Regresso à Escrita

(Quinta-feira, Janeiro 22, 2009)

Este espaço comemorou quatro anos no já distante dia 31 de Dezembro de 2008. Contudo, tenho que admitir que nos dois últimos anos, não tem tido a actualização desejável. Em 2008, então, (sobre)viveu praticamente à conta das eleições norte-americanas.

Contudo, é meu intuito voltar a escrever regularmente neste espaço e as razões são várias.

A primeira de todas é a vontade de voltar a divulgar os meus devaneios e opiniões. A blogosfera é cada vez mais o centro de discussão de ideias privilegiado, e ao deixar este blogue ao abandono estaria obviamente a perder a oportunidade de contribuir, ainda que diminutamente, para essa discussão.

Outra razão prende-se com o facto de 2009 ser um ano repleto de assunto para a escrita. Até porque o país irá vivenciar eleições europeias, legislativas e autárquicas e é certo e sabido que com estas, muitos outros temas vêm à baila.

Por fim, tenciono regressar a escrever com regularidade também porque sempre tive um gosto especial em mandar os meus bitaites sobre o que me rodeia e este sempre foi o espaço certo para o fazer.

Assim e ainda que esteja obviamente condicionado pela fase de exames que só acabará em meados de Fevereiro, retomo a escrita neste espaço, com desejo desta ser muito mais regular.

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Outro Pedaço de História

(Terça-feira, Janeiro 20, 2009)



Meus caros cidadãos:

Aqui estou hoje, humilde perante a tarefa à nossa frente, grato pela confiança que depositaram em mim, consciente dos sacrifícios que os nossos antepassados enfrentaram. Agradeço ao Presidente Bush pelo seu serviço à nossa nação, assim como a generosidade e a cooperação que demonstrou durante esta transição.

Quarenta e quatro americanos fizeram até agora o juramento presidencial. Os discursos foram feitos durante vagas de crescente prosperidade e águas calmas de paz. No entanto, muitas vezes a tomada de posse ocorre no meio de nuvens espessas e furiosas tempestades. Nesses momentos, a América perseverou não só devido ao talento ou à visão dos que ocupavam altos cargos mas porque Nós o Povo permanecemos fiéis aos ideais dos nossos antepassados e aos nossos documentos fundadores.

Assim tem sido. E assim deve ser com esta geração de americanos.

Que estamos no meio de uma crise, já todos sabem. A nossa nação está em guerra, contra uma vasta rede de violência e ódio. A nossa economia está muito enfraquecida, consequência da ganância e irresponsabilidade de alguns, mas também nossa culpa colectiva por não tomarmos decisões difíceis e prepararmos a nação para uma nova era. Perderam-se casas; empregos foram extintos, negócios encerraram. O nosso sistema de saúde é muito oneroso; para muita gente as nossas escolas falharam; e cada dia traz-nos mais provas de que o modo como usamos a energia reforça os nossos adversários e ameaça o nosso planeta.

Estes são indicadores de crise, resultado de dados e de estatística. Menos mensurável mas não menos profunda é a perda de confiança na nossa terra - um medo incómodo de que o declínio da América é inevitável, e que a próxima geração deve baixar as expectativas.

Hoje eu digo-vos que os desafios que enfrentamos são reais. São sérios e são muitos. Não serão resolvidos facilmente nem num curto espaço de tempo. Mas fica a saber, América - eles serão resolvidos.

Neste dia, unimo-nos porque escolhemos a esperança e não o medo, a unidade de objectivo e não o conflito e a discórdia

Neste dia, viemos para proclamar o fim dos ressentimentos mesquinhos e falsas promessas, as recriminações e dogmas gastos, que há tanto tempo estrangulam a nossa política.

Continuamos a ser uma nação jovem, mas nas palavras da Escritura, chegou a hora de pôr as infantilidades de lado. Chegou a hora de reafirmar o nosso espírito de resistência, de escolher o melhor da nossa história; de carregar em frente essa oferta preciosa, essa nobre ideia, passada de geração em geração; a promessa de Deus de que todos somos iguais, todos somos livres, e todos merecemos uma oportunidade de tentar obter a felicidade completa.

Ao reafirmar a grandeza da nossa nação, compreendemos que a grandeza nunca é um dado adquirido. Deve ser conquistada. A nossa viagem nunca foi feita de atalhos ou de aceitar o mínimo. Não tem sido o caminho dos que hesitam – dos que preferem o divertimento ao trabalho, ou que procuram apenas os prazeres da riqueza e da fama. Pelo contrário, tem sido o dos que correm riscos, os que agem, os que fazem as coisas – alguns reconhecidos mas, mais frequentemente, mulheres e homens desconhecidos no seu labor, que nos conduziram por um longo e acidentado caminho rumo à prosperidade e à liberdade.

Por nós, pegaram nos seus parcos bens e atravessaram oceanos em busca de uma nova vida.

Por nós, eles labutaram em condições de exploração e instalaram-se no Oeste; suportaram o golpe do chicote e lavraram a terra dura. Por nós, eles combateram e morreram, em lugares como Concord e Gettysburg; Normandia e Khe Sahn.

Tantas vezes estes homens e mulheres lutaram e se sacrificaram e trabalharam até as suas mãos ficarem ásperas para que pudéssemos viver uma vida melhor. Eles viram a América como maior do que a soma das nossas ambições individuais; maior do que todas as diferenças de nascimento ou riqueza ou facção.

Esta é a viagem que hoje continuamos. Permanecemos a nação mais poderosa e próspera na Terra. Os nossos trabalhadores não são menos produtivos do que eram quando a crise começou. As nossas mentes não são menos inventivas, os nossos produtos e serviços não são menos necessários do que eram na semana passada ou no mês passado ou no ano passado. A nossa capacidade não foi diminuída. Mas o nosso tempo de intransigência, de proteger interesses tacanhos e de adiar decisões desagradáveis – esse tempo seguramente que passou.

A partir de hoje, devemos levantar-nos, sacudir a poeira e começar a tarefa de refazer a América.

Para onde quer que olhamos, há trabalho paraa fazer. O estado da economia pede acção, corajosa e rápida, e nós vamos agir – não só para criar novos empregos mas para lançar novas bases de crescimento. Vamos construir estradas e pontes, redes eléctricas e linhas digitais que alimentam o nosso comércio e nos ligam uns aos outros.

Vamos recolocar a ciência no seu devido lugar e dominar as maravilhas da tecnologia para elevar a qualidade do serviço de saúde e diminuir o seu custo. Vamos domar o sol e os ventos e a terra para abastecer os nossos carros e pôr a funcionar as nossas fábricas. E vamos transformar as nossas escolas e universidades para satisfazer as exigências de uma nova era.

Podemos fazer tudo isto. E tudo isto iremos fazer. Há alguns que, agora, questionam a escala das nossas ambições – que sugerem que o nosso sistema não pode tolerar muitos planos grandiosos. As suas memórias são curtas. Esqueceram-se do que este país já fez; o que homens e mulheres livres podem fazer quando à imaginação se junta um objectivo comum, e à necessidade a coragem.

O que os cínicos não compreendem é que o chão se mexeu debaixo dos seus pés – que os imutáveis argumentos políticos que há tanto tempo nos consomem já não se aplicam. A pergunta que hoje fazemos não é se o nosso governo é demasiado grande ou demasiado pequeno, mas se funciona – se ajuda famílias a encontrar empregos com salários decentes, cuidados de saúde que possam pagar, pensões de reformas que sejam dignas. Onde a resposta for sim, tencionamos seguir em frente. Onde a resposta for não, programas chegarão ao fim.

E aqueles de nós que gerem os dólares do povo serão responsabilizados – para gastarem com sensatez, reformarem maus hábitos e conduzirem os nossos negócios à luz do dia – porque só então poderemos restaurar a confiança vital entre o povo e o seu governo.

Não se coloca sequer perante nós a questão se o mercado é uma força para o bem ou para o mal. O seu poder de gerar riqueza e de expandir a democracia não tem paralelo, mas esta crise lembrou-nos que sem um olhar vigilante o mercado pode ficar fora de controlo – e que uma nação não pode prosperar quando só favorece os prósperos. O sucesso da nossa economia sempre dependeu não só da dimensão do nosso Produto Interno Bruto, mas do alcance da nossa prosperidade; da nossa capacidade em oferecer oportunidades a todos – não por caridade, mas porque é o caminho mais seguro para o nosso bem comum.

Quanto à nossa defesa comum, rejeitamos como falsa a escolha entre a nossa segurança e os nossos ideais. Os nossos Pais Fundadores, face a perigos que mal conseguimos imaginar, redigiram uma carta para assegurar o estado de direito e os direitos humanos, uma carta que se expandiu com o sangue de gerações. Esses ideais ainda iluminam o mundo, e não vamos abdicar deles por oportunismo.

E por isso, aos outros povos e governos que nos estão a ver hoje, das grandes capitais à pequena aldeia onde o meu pai nasceu: saibam que a América é amiga de todas as nações e de todos os homens, mulheres e crianças que procuram um futuro de paz e dignidade, e que estamos prontos para liderar mais uma vez.

Recordem que as primeiras gerações enfrentaram o fascismo e o comunismo não só com mísseis e tanques mas com alianças sólidas e convicções fortes. Compreenderam que só o nosso poder não nos protege nem nos permite agir como mais nos agradar. Pelo contrário, sabiam que o nosso poder aumenta com o seu uso prudente; a nossa segurança emana da justeza da nossa causa, da força do nosso exemplo, das qualidades moderadas de humildade e contenção.

Nós somos os guardiões deste legado. Guiados por estes princípios uma vez mais, podemos enfrentar essas novas ameaças que exigem ainda maior esforço – ainda maior cooperação e compreensão entre nações. Vamos começar responsavelmente a deixar o Iraque para o seu povo, e a forjar uma paz arduamente conquistada no Afeganistão. Com velhos amigos e antigos inimigos, vamos trabalhar incansavelmente para diminuir a ameaça nuclear, e afastar o espectro do aquecimento do planeta.

Não vamos pedir desculpa pelo nosso modo de vida, nem vamos hesitar na sua defesa, e àqueles que querem realizar os seus objectivos pelo terror e assassínio de inocentes, dizemos agora que o nosso espírito é mais forte e não pode ser quebrado; não podem sobreviver-nos, e nós vamos derrotar-vos.

Porque nós sabemos que a nossa herança de diversidade é uma força, não uma fraqueza. Nós somos uma nação de cristãos e muçulmanos, judeus e hindus – e não crentes. Somos moldados por todas as línguas e culturas, vindas de todos os cantos desta Terra; e porque provámos o líquido amargo da guerra civil e da segregação, e emergimos desse capítulo sombrio mais fortes e mais unidos, não podemos deixar de acreditar que velhos ódios um dia passarão; que as linhas da tribo em breve se dissolverão; que à medida que o mundo se torna mais pequeno, a nossa humanidade comum deve revelar-se; e que a América deve desempenhar o seu papel em promover uma nova era de paz.

Ao mundo muçulmano, procuramos um novo caminho em frente, baseado na confiança mútua e no respeito mútuo. Aos líderes por todo o mundo que procuram semear o conflito, ou culpar o Ocidente pelos males da sua sociedade – saibam que o vosso povo vos julgará pelo que construírem, não pelo que destruírem. Aos que se agarram ao poder pela corrupção e engano e silenciamento dos dissidentes, saibam que estão no lado errado da história; mas que nós estenderemos a mão se estiverem dispostos a abrir o vosso punho fechado.

Aos povos das nações mais pobres, prometemos cooperar convosco para que os vossos campos floresçam e as vossas águas corram limpas; para dar alimento aos corpos famintos e aos espíritos sedentos de saber. E às nações, como a nossa, que gozam de relativa riqueza, dizemos que não podemos mais mostrar indiferença perante o sofrimento fora das nossas fronteiras; nem podemos consumir os recursos do mundo sem prestar atenção aos seus efeitos. Porque o mundo mudou, e devemos mudar com ele.

Ao olharmos para o caminho à nossa frente, lembremos com humilde gratidão os bravos americanos que, neste preciso momento, patrulham desertos longínquos e montanhas distantes. Eles têm alguma coisa para nos dizer hoje, tal como os heróis caídos em Arlington fazem ouvir a sua voz. Honramo-los não apenas porque são guardiões da nossa liberdade, mas porque incorporam o espírito de serviço; uma vontade de dar significado a algo maior do que eles próprios. E neste momento – um momento que definirá uma geração – é este espírito que deve habitar em todos nós. Porque, por mais que o governo possa e deva fazer, a nação assenta na fé e na determinação do povo americano.

É a generosidade de acomodar o desconhecido quando os diques rebentam, o altruísmo dos trabalhadores que preferem reduzir os seus horários a ver um amigo perder o emprego que nos revelam quem somos nas nossas horas mais sombrias. É a coragem do bombeiro ao entrar por uma escada cheia de fumo, mas também a disponibilidade dos pais para criar um filho, que acabará por selar o nosso destino.

Os nossos desafios podem ser novos. Os instrumentos com que os enfrentamos podem ser novos. Mas os valores de que depende o nosso sucesso – trabalho árduo e honestidade, coragem e fair play, tolerância e curiosidade, lealdade e patriotismo – estas coisas são antigas. Estas coisas são verdadeiras. Têm sido a força silenciosa do progresso ao longo da nossa história. O que é pedido, então, é o regresso a essas verdades.

O que nos é exigido agora é uma nova era de responsabilidade – um reconhecimento, da parte de cada americano, de que temos obrigações para connosco, com a nossa nação, e com o mundo, deveres que aceitamos com satisfação e não com má vontade, firmes no conhecimento de que nada satisfaz mais o espírito, nem define o nosso carácter, do que entregarmo-nos todos a uma tarefa difícil.

Este é o preço e a promessa da cidadania.

Esta é a fonte da nossa confiança – o conhecimento de que Deus nos chama para moldar um destino incerto.

Este é o significado da nossa liberdade e do nosso credo – é por isso que homens e mulheres e crianças de todas as raças e todas as religiões se podem juntar em celebração neste magnífico mall, e que um homem cujo pai há menos de 60 anos não podia ser atendido num restaurante local pode agora estar perante vós a fazer o mais sagrado juramento.

Por isso, marquemos este dia com a lembrança do quem somos e quão longe fomos. No ano do nascimento da América, no mais frio dos meses, um pequeno grupo de patriotas juntou-se à beira de ténues fogueiras nas margens de um rio gelado. A capital tinha sido abandonada. O inimigo avançava. A neve estava manchada de sangue. No momento em que o resultado da nossa revolução era incerto, o pai da nossa nação ordenou que estas palavras fossem lidas ao povo:

“Que o mundo que há-de vir saiba que... num Inverno rigoroso, quando nada excepto a esperança e a virtude podiam sobreviver... a cidade e o país, alarmados com um perigo comum, vieram para [o] enfrentar.”

América. Face aos nossos perigos comuns, neste Inverno das nossas dificuldades, lembremo-nos dessas palavras intemporais. Com esperança e virtude, enfrentemos uma vez mais as correntes geladas e suportemos as tempestades que vierem. Que seja dito aos filhos dos nossos filhos que quando fomos testados recusámos que esta viagem terminasse, que não recuámos nem vacilámos; e com os olhos fixos no horizonte e a graça de Deus sobre nós, levámos adiante a grande dádiva da liberdade e entregámo-la em segurança às futuras gerações.

Tradução do discurso retirada daqui.

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